SOB CUSTÓDIA - Semana de Reflexões, por Edward Junior

08/07/2013 14:17

 

No domingo, jogando um futebol brilhante, a seleção brasileira voltou a dar vida ao amarelo desbotado de sua camisa. Desde 2005 sem fazer uma atuação tão empolgante, o Brasil de Neymar, Fred, Hulk e Oscar lembrou aquele genial, que era de Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano.

Sim, meus amigos. Pode parecer estranho, mas nossa última grande seleção foi aquela que fracassou na Alemanha. Quem não gostaria de ter Dida, Cafu, Roberto Carlos, Zé Roberto, Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano no mesmo time? Uma seleção dos sonhos, que jogava por música em 2005, mas que no ano seguinte, devido à má forma física e à baderna, fracassou na terra do chucrute. O fracasso de 2006 impôs ao Brasil a lógica burra de que existem dois times: Os que jogam bem e os que ganham.

A atuação contra a Espanha, entretanto, acabou de vez com esta lógica ilógica. O time de Felipão surpreendeu a todos, jogou bem, de forma implacável e inteligente e venceu a tão poderosa seleção catalã sem Messi, somada ao Real Madrid. Uma vitória maiúscula de um treinador que para muitos (inclusive para mim) já  estava ultrapassado no futebol mundial. Felipão provou que ainda é  um grande estrategista e que o Brasil ainda é capaz de produzir futebol competente.

Na quarta-feira, duas provas de que o futebol brasileiro passa por um momento de transição. Enquanto um Corinthians taticamente quase perfeito bateu um São Paulo desorganizado, o galo mineiro sofreu uma dura derrota em terras argentinas e se distanciou do título de La Copa.

Enquanto Tite consegue fazer a engrenagem alvinegra funcionar mesmo sem Paulinho, o São Paulo de Ney Franco não consegue colocar Jadson e Ganso ao mesmo tempo dentro de campo. Um time evoluído, outro primitivo. Somada a incapacidade tática do São Paulo, com a covardia mineira em Rosário, fica evidente que o futebol brasileiro precisa de reciclagem. E o ciclo parece ter começado com a seleção brasileira.

Agora temos estádios novos, campos que se assemelham a tapetes, novas receitas para os clubes e maior possibilidade de fazer bons negócios. Se ajustarmos o calendário, nosso futebol pode ser o terceiro mais competitivo do planeta terra.

A hora é de refletir. Felipão nos deu um presente valioso: A capacidade de superação. Que nosso futebol de clubes acompanhe nossa seleção. Um futuro promissor pode ser escrito. Basta colocarmos na pauta de nossos protestos, a maior paixão do povo: Um futebol brasileiro melhor.

Eu acredito. E você?

 


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